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A
coisa mais difícil de se fazer
Edson Gil
À
medida que o tempo passa e a chamada evolução avança
vertiginosamente na vida das pessoas, uma coisa se torna mais difícil
de ser efetuada a cada instante: pensar no mais simples. O homem
tende a complicar tanto as coisas, colocando tantas variáveis
em cada situação que pensar e agir sobre o óbvio
se torna sua maior necessidade e sua maior virtude.
Basta
ver pela quantidade de decisões que tomamos a cada dia e
que, em sua grande maioria, não temos tempo para fazer o
básico: pensar. É a fundamental capacidade que distingue
o homem de todos os outros animais, mas raramente é efetuada
com a precisão necessária. Simplesmente porque complicamos.
A
cada vez que temos algum problema, buscamos com todo nosso esforço
e a todo custo pensar apenas na solução dele (ou seja,
buscamos apenas uma saída ao invés de pensarmos em
pelo menos duas alternativas para que possamos escolher qual delas
é a melhor). Ou então, fazemos ainda pior. Pensamos
sim, mas de forma tão complicada, com tantas variáveis,
sins e nãos, que esquecemos o maior objetivo de nossas vidas:
ser feliz.
O
grau de complexidade que nos metemos é tão grande
e nos acostumamos tanto a eles, que as empresas basicamente se esquecem
de agir sobre as coisas mais simples, o que muitas vezes provoca
aumento de custos e ineficácia.
Engraçado
que isso ocorre exatamente quando os seus clientes querem o melhor
que estas possam oferecer, mas da forma mais simples e que esteja
realmente ao seu alcance, tanto quanto ao grau de compreensão
e, principalmente, de uso.
Como
exemplo, basta consultar os manuais de equipamentos ou observar
com atenção algumas propagandas efetuadas. A quantidade
de termos técnicos usados, principalmente o uso de expressões
em inglês, é tão grande que confunde o cliente.
A própria observação da propaganda mostra que
existe, sim, toda uma preocupação sobre a exposição
das características dos produtos, mas raramente esta se lembra
de explicar os benefícios.
Para
o consumidor, o mais importante, o básico, para despertar
o princípio da propaganda, chamado AIDA, (atenção,
o interesse, desejos, e a ação de compra) passa pela
capacidade de demonstrar a essência, o benefício, que
se terá com o produto. E que os termos técnicos servem
apenas para os criadores e suas criaturas. Para as pessoas comuns,
o que vale é sempre a velha relação custo x
benefício, ou investimento x retorno, como importante instrumento
de decisão.
Afinal,
de complicado já basta a vida. |